Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

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Não tenho por hábito escrever sobre política, políticos, ou factos políticos. A minha área é a poesia e com ela me dou muito bem graças a Deus.
 
Porém, hoje, algo de estranho mexeu comigo “obrigando-me” a tecer alguns comentários sobre a demissão da direcção da TVI após suspensão do famigerado jornal das sextas-feiras liderado por Manuela Moura Guedes.
 
Com o trânsito a moer-me a paciência e a maldita estrada a chibatar-me as articulações já bem moídas pelo caruncho, ouço a “terrível” notícia… e logo, em voo picado, a vampiragem política vinda de vários quadrantes se atirar ao sangue derramado; aproveitando-se, cinicamente, de mais esta estocada desferida, por mãos invisíveis, no já exangue governo de Sócrates.
 
Tenho ideias e ideais mas não sou político, nem sequer defendo o visado, mas há certas coisas que me é difícil engolir e esta é uma delas
 
Ainda mal começou a campanha eleitoral e aí está mais uma bomba que estoura!
Afinal a quem interessa isto?
 
Todos nós sabemos, aliás, alguns de nós sabem bem, que o veneno destilado por alguns senhores políticos bem conhecidos e militantes, apoiantes, simpatizantes, ou lá o que lhes queiram chamar de pelo menos 3 dos partidos que têm desgovernado o País, nestes últimos 25 anos, em nada difere do veneno do actual PM. Mas em tempo de eleições vale tudo é como aquela do – Ò Maria chama-lhe puta antes que ela te chame a ti.
 
Que a Manuela Moura Guedes não gostava de Sócrates era evidente e tinha todo o direito de não gostar dele tal como terão outros jornalistas e muitos de nós. Mas Manuela era uma jornalista profissional que trabalhava num órgão de comunicação de referência e com grande impacto nacional, o que a obrigaria, por inerência do cargo, a ter uma postura de isenção a todos os níveis.

Como jornalista tinha apenas o dever de informar mas nunca o direito de insinuar ou acusar, fosse quem fosse, nem com palavras nem com trejeitos expressionistas. Como cidadã e fora da caixinha mágica, aí sim, podia fazer o que lhe desse na real gana, até mesmo no campo político e, por direito, expor e defender as suas preferências partidárias.
 
Confesso que eu próprio deixei de ver e ouvir, preferencialmente, o jornal das sextas-feiras, na TVI, porque me enojava a forma como aquela senhora o apresentava. Não eram os ataques pessoais a Sócrates que me incomodavam, (para esse lado dormia eu bem), mas as insinuações repetitivas, as expressões maliciosas, os olhares acusatórios, a forma pouco profissional com que conduzia entrevistas, o relacionamento com alguns comentadores como Sousa Tavares e ultimamente com o bastonário dos advogados que lhe disse umas verdades ao vivo e a cores..
 
Permitam-me que o diga mas acho que a TVI só tem a ganhar com a saída dessa senhora e até dizer que, provavelmente, já teria saído há muito tempo se o marido, José Eduardo Moniz que considero um profissional de grande nível, não tivesse sido o homem forte daquela casa.
 
Mas há aqui uma coisa que me deixa com a pulga atrás da orelha senão vejamos:
 
Eduardo Moniz saiu da TVI faz algum tempo por razões que, obviamente, só a ele dizem respeito. O estranho é, (partindo do princípio serem as pressupostas pressões a razão da sua saída), Manuela, (sendo ela a visada), não ter tomado as dores do marido e, em solidariedade, sair também.
Seria ingénua ao ponto de não prever que com a saída do marido teria pela frente dias sombrios e que se acabariam os privilégios de primeira-dama na TVI? Não acredito e apetece-me perguntar:
 
1 - Porquê agora esta atitude radical a um mês de eleições?
2 - Quem ganha com isso?
3 - A verdadeira razão da suspensão do jornal de sexta-feira, por parte dos proprietários daquela empresa, não terá sido, simplesmente, a declarada falta de isenção e profissionalismo de Manuela reflectidos numa baixíssima audiência daquele jornal, em vez da propalada pressão deste governo?
4 - Ao invés das alegadas pressões do suspeito número 1, não haverá por aí alguma jogada política, bem montada, para que um outro partido político tire dividendos eleitorais?
 
Resumindo… não estou a ver Sócrates cair na infantilidade de, numa altura em que joga os fracos trunfos que tem, provocar uma situação destas… será masoquista?
 
Ele há coisas que nem o diabo adivinha…esperem para ver!
 
Tenho dito!
Abgalvão


tags: amigas, amigos, comentários, cultura, desabafos, familia, informação, politica


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